First Love - Adaptado




Tanto à dizer, apesar de tão pouco tempo. Minha mente vazia, enquanto minha boca está preenchida por palavras, e não me saem por som algum. Elas estão aqui, imóveis, estáticas... Não saem. Apenas acenda um sorriso, unico que seja, porque você ilumina meu coração quando começo a chorar... Só você.

Perdoe-me, mas estou cansado. Preciso sair, sentir novamente, tentar sentir, entender o por que. Não chegue perto, apenas você pode mudar minha mente. E você pode mudá-la. Apenas enxugue aquele olhar, afaste-o de seus olhos, esqueça-o. Isso está me seduzindo para duvidar de mim. É caótico, simplesmente fatigante.

Esse amor evaporou, de forma negativamente suave. Ficou para trás, junto com as cinzas e vinho que nos tornamos. E se eu ficar, estarei vivo. E depois sufocado em palavras, minhas palavras, nossas. Algo que sempre esconderei, nas inóspitas e profundas lembranças de meu coração.

Perdoe-me, mas sejamos diretos. Preciso testar o beijo de alguém novo. Perdoe-me por estar tão cansado. Estou entediado por dizer o mínimo e me falta desejo. Apenas perdoe-me. Só.

DESCONEXÕES: AMOR



O que escrever sobre amor? Falar coisas bonitas, agradáveis, utópicas? Amor não é tão simples, não se faz acontecer em minutos. Sentir o amor é delicado, dedicar amor... Complicado. Cultivar este sentimento, mais difícil ainda. É necessário passar por períodos de entressafra, sobreviver ao frio do inverno e ao cair de flores e folhas no outono.

Amor não é coisa doce.

Exige-nos a habilidade de um equilibrista, o sorriso (mesmo quando triste) do palhaço, a coragem do domador de leões e a ternura presente na beleza dos olhos da bailarina... Solitária, longe, desfeita das ilusões mundanas. E para que tudo isso? Para vivermos como num circo!? Atuando no picadeiro, entretendo a platéia fervorosa e ao final do espetáculo retornar à nossas vidas, à realidade.

Surrealidade: amor? Amor: surreal?

Sim, os espetáculos têm fim. Não são eternos. Nada é eterno. Amor eterno? Amor é terno?
Amor não existe! E se existir ainda não quero saber do que se trata, pois as cortinas de meu coração estão fechadas agora. Ninguém se mantém neste picadeiro. A graça é feita por minha conta, bem como as ilusões. E cá entre nós... Cansado estou!

Tenho dó dos amantes.




Sem coracionarium descontraditorium