Nada de novo no front [ Parte I ]




As mesmas soluções, tudo velho, descartável, impropriamente utilizado. Lixo, migalhas, apenas farpas de um coração que sangra. E sangra não por amor, mas por solidão, por não ter a pior de todas as companhias, mas sim a melhor delas. Inaceitável então se torna tudo. Impermeável é seu sobrenome agora. Imperfeições, memórias, lamentos, toda a constante bagagem do passado renascendo de uma forma brutal e única, destruindo todo o cerco ainda não descoberto, levando embora as mais simples e saudáveis ilusões. Num canto escuro repousa sua mente agora, aturdida por elementos desconhecidos, persuadida pelas nada complexas mentiras. Algum espaço ainda não povoado começa a florescer lentamente.


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