Acordo. Essa é minha primeira manhã sem você.O sol parece brilhar mais, o tempo está mais agradável, os pássaros cantam, oh eu estou a ouvi-los. Levanto da cama onde nossos corpos pela última vez puderam ser um só. Agora o que resta não é apenas mera lembrança, marcas profundas ficaram sob meu semblante. A dor por não ter você parece querer existir, mas a amarga decepção é mais violenta, e ainda me consome por todo. Suas roupas ainda estão aqui abandonadas, como da última vez em que você me deixou dizendo-me: eu te amo. Profundamente acreditei na nossa verdade, meiga utopia, nossa verdade era outra.Tudo ao meu redor me faz lembrar de você agora, cada parte desse que foi nosso preferido lugar por anos parece me enojar, me fazer ter medo. Medo do passado, do nosso passado, juntos. Sinto que hoje é um novo começo, acredito, todo dia é um recomeço, em especial hoje não será, não quero recomeçar algo, com você. Deixo para trás todas as lágrimas, todas as noites perdidas, todo meu tempo gasto com você. E você, não precisa retornar, oh não retorne. Seria duro demais ter que fazer você partir novamente sem mim, dizer-te que nunca te amei, que tudo não passou de um engano para você. E tudo isso porque agora tenho um novo amor, uma nova descoberta, alguém que me satisfaz. E quando encontrar a plena satisfação, farei com que meu amor parta, e com que não existam em mim resquícios do que poderia ser uma história de amor.
Numa manhã por aí
Posted on quinta-feira, 15 de outubro de 2009 at 18:14
by
R.Melo
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